Índice
Febre, mal-estar, dor no corpo. Esses sintomas tão comuns podem esconder uma doença rara que pouca gente conhece: a Doença de Lyme, uma infecção bacteriana transmitida pelo carrapato-estrela, o mesmo que causa a febre maculosa.
Embora tratável, pode ser bastante grave, levando a problemas neurológicos, cardíacos e nas articulações. A enfermidade ganhou notoriedade recentemente pois algumas celebridades sofrem com ela, como é o caso da cantora Avril Lavigne, que contraiu a doença em uma turnê, a modelo Bella Hadid e o ator Alec Baldwin. No Brasil, os casos são raros.
Saiba abaixo mais informações sobre esta doença.
{index}
A doença de Lyme é considerada rara, e é mais comumente encontrada em países do Hemisfério Norte. Estima-se que nos Estados Unidos ela afete cerca de 300 mil pessoas por ano, e 65 mil na Europa. É uma enfermidade causada por bactérias do gênero Borrelia, transmitidas pelo carrapato-estrela. Não é uma doença transmissível entre humanos.
O período de incubação pode durar até 30 dias, mas tende a se manifestar em cerca de 2 semanas. Quando a pessoa recebe a mordida do carrapato infectado, pode desenvolver uma mancha vermelha no local afetado, que não costuma doer, nem coçar. Para transmissão da doença, é necessário que o animal permaneça na pele por um período longo, de cerca de 24h.
O mais grave da Doença de Lyme é que ela pode comprometer o sistema neurológico, as articulações e até mesmo o sistema cardiovascular, se não tratada.
Um dos primeiros sintomas da doença é a presença de uma mancha vermelha no local picado. Essa lesão afeta de 60 a 80% dos acometidos, tem formato circular e pode ir aumentando de tamanho.
Além da mancha, podem aparecer também sintomas como febre, dores de cabeça, dores nas articulações e mal-estar. Se não tratada, pode evoluir para um quadro crônico e afetar o sistema neurológico, causando meningite, encefalite, entre outros problemas, além de paralisia, arritmias, anginas e outros problemas cardiovasculares. Embora menos comum, pode afetar também os olhos, causando lesões na retina, conjuntivites e até cegueira.
Por ficarem muito tempo ao ar livre, as crianças correm riscos consideráveis de pegar a doença. Caso morem em regiões que tenham o carrapato transmissor, é importante que os pais fiquem atentos a sintomas como febre, fadiga, erupções de pele, paralisia facial e, principalmente, dores nas articulações e/ou musculares. Muitas crianças apresentam as dores nas juntas como o primeiro e, às vezes, único sintoma da doença.
É importante ficar atento às regiões que têm o carrapato-estrela. No Brasil, Petrópolis é uma das áreas consideradas de risco. Além disso, pessoas que fazem muitas atividades ao ar livre, com grama alta ou têm animais de estimação (que podem carregar o carrapato) entram como fatores importantes na transmissão.
Quando a doença não é tratada, pode evoluir para um problema mais grave, gerando complicações como inflamação crônica das juntas, dificuldades de memória e concentração, distúrbios de sono, dores e dormências, arritmias cardíacas, paralisias e problemas na visão.
Para fazer o diagnóstico, o médico faz uma avaliação clínica, verificando, inclusive, se o paciente vive ou visitou áreas de maior ocorrência do carrapato, e pode pedir também exames laboratoriais, como os de sangue.
Uma vez diagnosticada, o tratamento da doença de Lyme é feito com antibióticos, por um período que varia entre 2 e 3 semanas. Algumas pessoas podem desenvolver a Síndrome Pós Lyme, ou seja, continuarem apresentando os sintomas, mesmo depois de finalizado o tratamento.
Nesses casos, não é recomendado tratar com antibióticos, mas sim aliviar os sintomas apresentados.
Existem algumas medidas que podem ajudar a evitar o contágio e, consequentemente, a doença de Lyme. Entre eles, estão:
Talvez te interesse ler também:
PICADA DE CARRAPATO: SINTOMAS, PREVENÇÃO E O QUE FAZER
OMS: PICADAS DE INSETO COLOCAM EM RISCO 80% DA POPULAÇÃO MUNDIAL
Categorias: Saúde e bem-estar, Viver
ASSINE NOSSA NEWSLETTER