Olhos tristes, olhos felizes, espelhos d’alma e mais que isso: um canal para diagnóstico da depressão.
Uma equipe de pesquisa internacional, liderada por cientistas alemães do Instituto Max Planck de Psiquiatria de Munique, conduziu um estudo que destaca a possibilidade de diagnosticar a depressão ao observar a dilatação da pupila.
Os pesquisadores, coordenados pelos professores Andy Brendler e Victor I. Spoormaker, realizaram um experimento específico envolvendo 70 participantes, incluindo 40 pacientes diagnosticados com depressão e 30 indivíduos saudáveis. Durante um teste de “antecipação de recompensa”, os participantes foram expostos a um jogo onde poderiam receber recompensas financeiras reais. A análise revelou que a dilatação pupilar, um fenômeno associado à ativação do circuito de recompensa no cérebro, era notavelmente menor nos pacientes deprimidos, especialmente naqueles que experimentavam anedonia, a incapacidade de sentir prazer.
A relação entre a gravidade do transtorno depressivo e a diminuição da dilatação pupilar sugere que essa medida pode ser uma ferramenta útil, junto com avaliações comportamentais, para avaliar a profundidade da depressão. Os pesquisadores destacaram a importância da descoberta, indicando que a reação pupilar reduzida estava particularmente evidente em pacientes que perderam a capacidade de sentir prazer e relataram perda de energia.
O professor Brendler observou que essa descoberta proporciona uma compreensão mais aprofundada dos mecanismos fisiológicos subjacentes à apatia, enquanto o professor Spoormaker salientou a relevância da falta de ativação do locus coeruleus, um componente fisiológico crucial associado à sensação de apatia.
Embora a conexão entre a dilatação da pupila e a depressão tenha sido estabelecida, os pesquisadores ressaltam a necessidade de estudos mais aprofundados para solidificar as ligações clínicas entre esses elementos.
Os detalhes completos da pesquisa intitulada Assessing hypo-arousal during reward anticipation with pupillometry in patients with major depressive disorder: replication and correlations with anhedonia, foram publicados na revista Scientific Reports.
Fonte: Max-Planck Gesselschaftt
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Categorias: Saúde e bem-estar
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