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Os animais de estimação se tornaram membros da família, muitas vezes tratados como filhos. Viajar sem eles tornou-se impensável para aqueles que compartilham suas vidas com seus pets. No entanto, alguns incidentes trágicos e outros acidentes fatais vêm pressionando as companhias aéreas a permitirem que os animais viajem com seus tutores.
©Egor Gordeev/Unsplash
Entre os casos conhecidos de morte e esquecimento de pet, lembramos o do filhote de Golden Retriever, Zyon, que morreu em decorrência de uma viagem de avião; o da cachorra Pandora que ficou 45 dias desaparecida depois de ter sumido durante uma conexão de um voo da Gol; de Zoe, uma cadela que foi esquecida no avião, e mais recentemente de Joca, o Golden Retriever que morreu durante o transporte aéreo da Gollog, empresa da companhia Gol.
Este conteúdo visa conscientizar sobre os riscos de permitir que animais viajem no porão do avião sem a supervisão do tutor; promove campanhas para que as empresas aéreas permitam que os animais de estimação viajem na cabine com seus tutores e menciona uma petição online para chamar a atenção das empresas aéreas para essa necessidade de mudança.
A morte do cãozinho Zyon impactou demais pessoas que amam os peludinhos.
O filhote Zyon foi transportado no avião porque a estudante Gabriela Duque Rasseli, 24, comprou o animal em um canil e este, por sua vez, embarcou o animal bem e saudável no voo da Latam, de São Paulo para o Rio de Janeiro, para ela recebê-lo no aeroporto.
Segundo Gabriela, quando ela recebeu o cãozinho já estava bem debilitado e veio a falecer horas depois.
“Meu cachorro chegou no Aeroporto do Galeão às 13h53 e só me entregaram 15h30.
Deixaram meu cachorro no calor, quando ele chegou pra mim já estava quase morto!!!”- escreveu Gabriela Duqye Rasseli, em seu Instagram
Na ocasião, a protetora de animais Luisa Mell, diante do desafortunado acontecimento, fez importantes colocações para evitar que fatos como esses continuem se repetindo.
Em síntese, ela deu os seguintes alertas:
Entenda porque comprar animais pode ser prejudicial:
Compreenda a importância da adoção em:
Acontecimentos tristes como este que levou Zyon à morte, vêm se repetindo há anos, como o caso da cadela da raça Cocker Spaniel, Estrela, que em 2019, faleceu no porão de um avião da TAP, durante uma viagem de sete horas entre Brasil e Lisboa. Em junho de 2018, um outro cão, Chis, da raça buldogue francês, morreu durante uma viagem no porão da mesma companhia aérea, entre Madrid e Porto.
O caso mais recente, o de um cachorro da raça Golden Retriever, chamado “Joca”, morreu após ter sido embarcado por engano pela Gol Linhas Aéreas. O animal deveria viajar para Sinop, no Mato Grosso, mas foi levado para Fortaleza e depois retornou para São Paulo, onde foi constatada sua morte. O tutor, João Fantazzini, foi informado do equívoco quando já havia pousado em Sinop. Ao retornar para São Paulo, encontrou o cachorro morto dentro da caixa de transporte, sem receber atenção médica. A Gol lamentou o ocorrido e informou que o animal foi cuidado em Fortaleza antes de ser embarcado de volta para São Paulo, onde, infelizmente, faleceu após o pouso.
Infelizmente, existem diversos casos semelhantes a esses!
Como visto, situações desastrosas com animais em viagens de avião são recorrentes. Levando isso em conta, alguns perfis nas redes sociais estão fazendo campanhas para que as normas das empresas aéreas sejam alteradas.
Essa postagem diz:
“Não sou bagagem, sou uma passageira!
Dois gatos morreram recentemente e um foi congelado durante o voo da Aeroflot de Nova York.
E esse não é um problema exclusivo da Aeroflot, mas um grande problema para as companhias aéreas, em geral.
Quantos pets mais precisam morrer durante voos para que as companhias aéreas mudem suas regras de transporte de animais?”
Eles são congelados, queimados ou feridos até a morte.
Eles são transportados juntos das bagagens comuns e às vezes são mantidos do lado de fora por horas, não importando se está muito quente ou muito frio.
Isso é terrível!
Porque eles não são bagagem, são passageiros como você e eu.”
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A publicação acima obteve milhares de curtidas e comentários. Com tamanha repercussão, é notório que as regras das empresas aéreas estão ultrapassadas e obsoletas em relação aos animais e seus tutores.
Somando-se a essa campanha existe uma petição online reivindicando o Direito ao transporte de animais de estimação (cães e gatos) na cabine das aeronaves.
Clique AQUI para assinar
Outra possibilidade de mudança nas atuais regras das companhias aéreas é um projeto de lei PL 207/2021-que tramita na Câmara dos Deputados, saiba mais em:
Tragédias como as desses animais têm ocorrido porque as empresas aéreas seguem transportando os pets no porão como se fossem bagagens.
Essa realidade precisa mudar com a adoção de uma nova de perspectiva por parte das companhias aéreas em relação aos animais, pois eles não têm como pedir socorro se estiverem passando mal dentro de uma caixa de transporte, no porão de um avião.
Além do que é estressante para o animal estar longe de seus humanos e em um lugar estranho e inóspito, que o leva a sentir medo e até pânico.
As empresas aéreas precisam se adequar à realidade de que os animais são seres sencientes, que sentem e sofrem, como nós sofreríamos se fôssemos colocados dentro de um porão. É necessário que a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC e as companhias aéreas nacionais e internacionais, criem e adotem regras e condições que permitam que todos os animais de estimação possam viajar na cabine com seus tutores.
Saiba quais são as atuais regras das companhias aéreas:
Nenhum tutor fica confortável e tranquilo com seu pet trancafiado em um porão junto com as bagagens. Afinal, como diz o ditado: Quem ama, cuida!
Veja mais orientações e dicas de como viajar bem com seu pet em:
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Categorias: Gato e Cachorro
Publicado em 06/02/2022 às 7:07 pm [+]
Se um bicho desses escapa da coleira, foge e morde alguém em plena viagem?
Publicado em 07/02/2022 às 2:21 pm [+]
Pois é. A responsabilidade seria da empresa aérea do momento em que o animal foi dado aos seus cuidados