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Logística reversa consiste em sistemas de coleta, reuso, reciclagem e tratamento de resíduos gerados pelo consumo de diversos produtos. Tem como objetivos proteger o meio ambiente, gerar oportunidades de negócios, alavancar a sustentabilidade e a redistribuição dos direitos e deveres sobre o gerenciamento de resíduos.
Nesse artigo vamos saber mais sobre esses objetivos, bem como sobre os tipos de logística reversa e exemplos.
“A logística reversa é caracterizada por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.
Essa definição é dada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei Federal 12.305/2010 (art. 3º, inc. XII), que faz com que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes sejam obrigados a implementar sistemas de logística reversa em seus produtos após o uso pelo consumidor:
“…fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos” (Art. 33).
No Brasil essa prática ainda é recente, mas ela já existe há mais de trinta anos em muitos países. O Governo do Estado de São Paulo, por exemplo, tem como estratégia aperfeiçoar a gestão de resíduos em todo o estado, sendo também uma prioridade da própria CETESB(Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
De acordo com informações da CETESB, os sistemas de logística reversa tem como objetivos:
Em outras palavras, a logística reversa nada mais é do que o caminho inverso que o produto percorre após o seu uso, pois volta do consumidor para o fabricante.
Os principais tipos de logística reversa no Brasil são: pós-consumo, pós-venda e reuso.
Consiste no retorno de produtos já consumidos ou que estejam vencidos para o fabricante. Como exemplo podemos citar o retorno das embalagens descartáveis ou reutlizáveis, pneus, óleos de cozinha ou automotivos, lâmpadas fluorescentes, esponjas multiuso, pilhas, medicamentos, etc.
Está relacionada à devolução de produtos que não atenderam às expectativas dos clientes. Nesse caso, a empresa recupera o produto e revende.
Trata-se de um novo canal no qual a empresa lucra com a venda de resíduos. Materiais como livros, móveis, equipamentos eletrônicos e até carros são leiloados pelos fabricantes, evitando o descarte incorreto destes.
Além desses exemplos, podemos citar também a devolução de correspondências de destinatários não localizados. Infelizmente no Brasil, muitas correspondências ainda são enviadas pelos Correios e, quando o destinatário não é localizado, elas acabam indo parar no lixo.
Felizmente, o uso dos envios digitais minimizaram isso, mas o problema ainda existe. Por isso, implantar práticas de devolução de correspondências pode ajudar ainda mais a diminuir a quantidade de papéis desperdiçados e jogados fora.
Outro exemplo bastante prático que vemos atualmente é a reciclagem de eletrônicos. Atualmente no Brasil, várias empresas especializadas recebem computadores, telefones, TVs e diversos outros produtos que possuem componentes eletrônicos.
Após o recebimento deles, os componentes são separados e destinados ao reaproveitamento, seja como matéria prima como o cobre, por exemplo, seja no reparo e transformação para uma nova função.
As cooperativas de reciclagem são um ótimo exemplo de logística reversa, pois além de realizarem todo o trabalho de coleta, separação e destinação dos materiais, ainda dão exemplo social de inclusão, integração e geração de renda.
Em resumo, logística reversa está presente há apenas 10 anos no nosso país e veio para ficar. Por isso é muito importante que saibamos o que fazer com os produtos depois que eles perdem a serventia para nós.
Seja no reaproveitamento ou em doações de itens que não utilizaremos mais, é importante que fique clara a importância de colaborar para que a logística reversa funcione cada vez mais.
Entre em contato com os fabricantes para saber o que fazer com os materiais depois que usá-los. Com certeza, a maioria das empresas terá uma solução para eles.
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Categorias: Lixo
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